sábado, 15 de outubro de 2011

Não sei...





Não sei...
Não sei se fico...
Não sei se vou...
Não sei se corro...
Não sei se ando...
Ou se simplesmente fico parada.
Não sei se grito...
Não sei se sussurro...
Ou simplesmente me calo.

Meu corpo padece,
Em meio de pensamentos desconexos.
Perdida me encontro,
Neste universo de dúvidas.

Não sei se choro...
Não sei se me alegro...
Ou simplesmente fecho a cara.
Não sei se bato...
Não sei se xingo...
Não sei se me vingo...
Não sei se me seguro...
Ou simplesmente não me envolvo.
Não sei se deixo...
Ou simplesmente levo junto.

Não sei...
Não sei se faço...
Ou simplesmente deixo de realizar.
Não sei...
Realmente não sei...
Se busco uma razão,
Ou simplesmente deixo de viver...


Larissa Winchenko


domingo, 2 de outubro de 2011

Teus Olhos





Teus orbes mareados,
Os olhos tão escuros quanto à noite,
Molhados pelas lágrimas do passado.

Perdoa-me,
Perdi-me de ti,
E magoei-te.

Deixei-te só,
Um erro, um único erro,
Proveniente de um único ser, eu.

Antes sorridente tu eras,
Olhos sempre alegres,
Mostrava-me a felicidade, com tua singela presença.

Um monstro pode amar?
Como pude abandonar-te?
E ao retornar dizer que ainda ei de te amar?

Teus orbes mareados,
Olhos que antes viviam,
Mas agora molhados, pelas lágrimas da dor da morte.


Larissa Winchenko