sábado, 12 de novembro de 2011

Marionete





Meus movimentos
Meus atos
Meus sentimentos
Meu corpo

Minha mente
Minhas emoções
Meu olhar
Minha boca

Mesmo que eu tente
Eu não consigo controlar
Do mais simples ao mais complexo
Meu corpo, minha alma... Eu!

Os fios da vida
Controlados por apenas uma pessoa
Eu? Não...
Você!

Teus desejos... Meus desejos
Tua mente... Meus pensamentos
Tua vida... Minha vida
Meu humano... Tua marionete.



Larissa Winchenko




sábado, 15 de outubro de 2011

Não sei...





Não sei...
Não sei se fico...
Não sei se vou...
Não sei se corro...
Não sei se ando...
Ou se simplesmente fico parada.
Não sei se grito...
Não sei se sussurro...
Ou simplesmente me calo.

Meu corpo padece,
Em meio de pensamentos desconexos.
Perdida me encontro,
Neste universo de dúvidas.

Não sei se choro...
Não sei se me alegro...
Ou simplesmente fecho a cara.
Não sei se bato...
Não sei se xingo...
Não sei se me vingo...
Não sei se me seguro...
Ou simplesmente não me envolvo.
Não sei se deixo...
Ou simplesmente levo junto.

Não sei...
Não sei se faço...
Ou simplesmente deixo de realizar.
Não sei...
Realmente não sei...
Se busco uma razão,
Ou simplesmente deixo de viver...


Larissa Winchenko


domingo, 2 de outubro de 2011

Teus Olhos





Teus orbes mareados,
Os olhos tão escuros quanto à noite,
Molhados pelas lágrimas do passado.

Perdoa-me,
Perdi-me de ti,
E magoei-te.

Deixei-te só,
Um erro, um único erro,
Proveniente de um único ser, eu.

Antes sorridente tu eras,
Olhos sempre alegres,
Mostrava-me a felicidade, com tua singela presença.

Um monstro pode amar?
Como pude abandonar-te?
E ao retornar dizer que ainda ei de te amar?

Teus orbes mareados,
Olhos que antes viviam,
Mas agora molhados, pelas lágrimas da dor da morte.


Larissa Winchenko


sábado, 17 de setembro de 2011

Há de haver uma solução




Quando estou perto de ti
Calo-me
Para que não solte
Minhas mais sinceras juras de amor

Longe de ti
Sofro por excesso de palavras
Sofro por excesso de timidez
Sofro por excesso de medo

Longe de ti
Reclamo aos ventos
Rogando aos deuses profanos
Uma solução para meu excesso de amor

Ao teu lado
Transformo-me numa estátua
O coração grita, a mente confusa fica
Mas de minha boca, nada sai.

Não há nada mais cruel
Do que a espera do amor.
Mesmo que meus olhos pousem em tua presença,
O coração chora pela falta do que gostaria ter.

Ao teu lado
Adoraria dizer-te ao ouvido
Minhas pequenas orações
Recheadas do mais puro amor

Não consigo dizer-te
Mas posso escrever-te
Porém... Peço a ti
De todo o coração

Que se for de teu interesse
Responda-me da maneira que lhe convier
Mas se não...
Esqueça-me e não venhas mais atormentar meu pobre coração.


Larissa Winchenko


domingo, 11 de setembro de 2011

Dormir, cochilar, sonhar... Ah esse sono que me atormenta!






“Dorminhoca!”                          “Tá pescando?”                   “E aí, a soneca foi boa?”
Passei o colegial ouvindo brincadeiras assim, são simplesmente chatas. Eu nunca dormi muito em sala de aula...
O.K. Vocês me pegaram! Eu admito! Sou dorminhoca. Adoro dormir, cochilar. Mas isso não é motivo para chacota.
Poxa! Não é fácil acordar cedo, levantar da cama quentinha e aconchegante, deixar seu "eu" preguiçoso de lado, lavar o rosto com água gelada, tirar o pijama confortável... ZzzZzZzZz... Ôpa! Desculpem, eu já estava cochilando.
Sair de casa cedo para ir à escola, é um tormento! Arrastar a mochila pesada, desejando não ter que carregar tantos livros.
Há pessoas que pegam ônibus, estas correm o risco de dormirem. Embaladas pelo balançar constante do automóvel, dessa forma perdem o ponto de ônibus que deveriam descer.
Eu ia para a escola à pé, arrastando-me até o meu martírio. Tomava litros de energéticos, para manter-me esperta durante as aulas.
O sono, ele é sorrateiro, aos poucos toma conta de seu corpo, suas pálpebras vão ficando pesadas, o corpo mole, a mente lenta. Dormir é simplesmente convidativo.
Aquela aula de história, justamente na segunda-feira, no primeiro horário... Convida-nos a debruçar sobre o livro e adormecer profundamente. Levando-nos para um mundo só nosso... Mergulhado em fantasias... Nadando em um mar de aventuras... Mas que droga! Quando pegamos no sono e começamos a sonhar, alguém nos acorda das formas mais inusitadas.
Sim, a vida para os que são perseguidos pelo sono, é cruel e ao mesmo tempo tentadora.
Por fim, convido vocês, queridos leitores, à entrar neste mundo, à pegarem no sono e sonhar.

Bons Sonhos!


Larissa Winchenko


domingo, 4 de setembro de 2011

Jardim das Dúvidas





Sonho doce...
Ou doce sonho?

Brisa macia...
Ou macia brisa?

Coração apaixonado...
Ou apaixonado coração?

A busca incessante pelo verdadeiro amor...
A incansável procura da cura da dor...

A triste marca da última lágrima...
Manchada no vestido cetim de tua alma...

O teu perfume lavanda, impregnado em mim...
Impregnado em meu jardim!
Oh, Jasmim!

Oh, rosa pálida!
Presa em minha crisálida!
Devolva-me os róseos lábios de minha amada!

Tragam-me de volta
A minha mais pura cura

Retorne a mim, minha tulipa amada!
Afaga-me dessa vida amargurada!

E deixe que retorne o meu sonho doce...
Ou meu doce sonho?

Deixe-me experimentar a brisa macia...
Ou a macia brisa?

Mas quero de volta a cor desse coração apaixonado...
Ou será... Apaixonado coração?


Larissa Winchenko

domingo, 28 de agosto de 2011

Em Frente!





Homens!
Matarás, sem piedade!
Derramarás o sangue de crianças!
Cobiçarás a mulher do inimigo!
Arrancarás a cabeça daquele que o enfrentar!

Com coragem e audácia
Avancem!
Dominaremos as terras alheias
Escravizaremos o seu povo
Sugando a alma e a felicidade de cada ser vivente

Temer!? O que!?
Os deuses profanos?
As armas rudimentares?
As palavras de um velho sábio?
Os fracos e velhos de seu exército?

Morram!
Deixem que venham para apreciar a própria morte
Deixem quem tragam os escravos
As comidas, bebidas
E principalmente... As mulheres

Mas, há um inimigo
Que deveis tomar cuidado
Este, eles possuem aos montes
É ele que tanto cobiçamos...
O dinheiro!

Por isso vos digo
Cuidado com este inimigo
Pois ão de tentar nos dominar
Através dele e suas beldades
Dinheiro e mulheres

Aí estão homens, os nossos pecados
Luxúria e ambição
Mas sem eles não estaríamos aqui
Por isso, volto a dizer-lhes
Continuem sempre em frente!

Sujem suas reluzentes armaduras com o sangue inocente
Que, dessa forma
Teremos escravos, diversão,
Riquezas sem fim, bebidas, comidas
E pincipalmente, as mulheres

Mas antes de nossa verdadeira diversão
Vem uma melhor,
Façam desta terra, o paraíso.
Com gritos de dor, choros de lamentações.
Buscando o inevitável

Façam a população implorar
Pela morte
Façam eles sentirem a verdadeira tortura
E novamente vos digo
Em frente!


Larissa Winchenko


domingo, 21 de agosto de 2011

Medo...?




Não tenho medo
Da tua rejeição
E sim de não conseguir
Expressar-me de forma
Sincera e coesa.

Não posso prometer
O que talvez não darei
Mas posso oferecer
Um amor que, com certeza,
Para ti, eu guardei.

Sem medo
Quero apenas a ti abraçar, beijar, amar...
Sem medo
Quero apenas a ti
Sem vergonha, sem censura...
Coberto de ternura.

Larissa Winchenko

domingo, 14 de agosto de 2011

Apaixonar



Quero novamente
Sentir o sentimento ardente
Deixar o coração bater loucamente
Agir desesperadamente

Buscar a ti
Em meus sonhos, pensamentos
Sorrir ao ver-te chegar
Chorar ao ver-te partir

Corar bruscamente
Ao passar do teu lado
De alegria pular
De tristeza me desmanchar

De uma forma
Ou de outra
Eu apenas quero
Me apaixonar...


Larissa Winchenko


domingo, 7 de agosto de 2011

Pesadelo



Quanto mais eu tento
Mais fico presa a você
Mesmo não querendo
Você é meu sustento

Suas mãos me impedem
Sua boca me devora
Seus braços me prendem

Não percebes?
Eu grito, choro, lamento!
Que seu excesso de amor, me machuca?
Que me fere?

Estou fadada eternamente a
Servir-te e seguir...
Eternamente!

Hoje, sofro por mim...
Um dia,
Eu já sofri por ti!
Não sabes como dói em mim!

Mesmo presa neste pesadelo
Corro e sofro, pois amo-te!
E farei qualquer coisa para tê-lo...




Larissa Winchenko

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Criança

Essa poesia estou postando hoje, pois hoje, uma amiga minha completa 12 anos. Estou muito feliz por você Ana Paula!
Parabéns ^^
E além disso, hoje também comemoramos o Dia do Amigo!
Dedico com carinho essa postagem à todos os meus amigos!




Criança

Olhos em amêndoas
Fios em caramelo
Sorriso tão belo, contagiante
Lindo sorriso de criança...

Alegria no olhar
Felicidade no riso
Carinho no abraço
Amor nos pequenos atos...

Larissa Winchenko


sábado, 16 de julho de 2011

Oh, meu amor...




O que tanto procuras?
O que tanto buscas?

A mim?! Só agora vieste?
Pois bem, agora é tarde
O que restava de mim em ti
Já se foi há muito tempo...

Busca-me nas tuas falsas juras de amor
Busca-me nas mortas frases que escrevo
Busca-me nas flores secas em minha lápide

Mas, nunca se esqueças...
Que o sangue derramado foi o meu
E este... Foi por ti...


Larissa Winchenko

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sob a àgua





Posso vê-la
Posso senti-la no fundo do coração
Mas... Será que posso tocá-la,
E guardar dentro desse coração sedento de amor?

Eles cantam
Você consegue ouvi-los?
São maravilhosos
Belas cantigas ecoam dentro de mim

Venha comigo
Vamos até eles
Lá seremos bem recebidos
Ninguém nos maltratará

Mas por que temes?
Lá é bom!
Venha, eu te ajudo
Estender-lhe-ei a mão para qualquer dificuldade que houver

Já vai?
Por que me deixas...?
Sozinha estou...
Novamente...

Prometeu, que ajudar-me-ia
Mas vejo que...
Em suas palavras...
Não ei de acreditar
...
Eu vejo...
Turquesa... Violeta
Branco...
 A água é difusa e colorida

Mas... por mais que eu tente
Por mais que eu lute
Não consigo alcançá-la
Não consigo tocá-la ou senti-la na pele...

Mas agora que percebo
Estou deitada
Mas mesmo com a água sobre meu corpo
Eu não me molho...

Posso vê-la
Posso senti-la no fundo do coração
Mas... Será que posso tocá-la,
E guardar dentro desse coração sedento de amor?


Larissa Winchenko

sábado, 18 de junho de 2011

Viver no Céu



Ando com os pés nas estrelas,
Com os pés na lua,
Com os pés no céu...

Meu corpo em terra... Padece,
Em sala, em casa, com os amigos...
Em qualquer lugar... Padece...

Enquanto o meu corpo fica...
Minha mente voa... É livre...
Minha mente tranca-me em meu mundo...

Mundo... Mundinho,
Mundo... Mundão,
Como é maravilhoso perder-me em tantos pensamentos!

Nadar em um mar de estrelas...
Afundar-me no precipício do universo...
Banhar-me na cachoeira do infinito...

Pego com as mãos as estrelas,
Durmo nas crateras da lua,
Eu... Eu vivo no céu...


Larissa Winchenko


sábado, 11 de junho de 2011

Liberdade



O que é ser livre?
O que é ter liberdade?

Sentir os ventos acariciando
Meus cabelos e minha pele

Sentir-me longe de ti
Longe de tudo que lembre a ti

Voar sem sair do chão
Correr sem ser impedida

Amar sem medo
Viver sem arrependimento


Larissa Winchenko

Existir




O que é existir?
Será que eu existo?
E você?
Pensando, logo existe?

Conceituar “existir”...
Será possível...
A partir de nosso curto conhecimento...
E vasta ignorância?

Se necessário pensar para existir,
O material e físico... Existe?
E aquilo que não sentimos,
Apenas percebemos... Existe?

Para existir...
É necessário apenas acreditar?
Há necessidade de conhecer?
É preciso tocar ou perceber?

Se existir um conceito...
Se existir alguém que saiba explicar...
Se existir alguma prova...
Por favor, me digam: O que é existir?



Larissa Winchenko


Novas Postagens!!

Oie!
Bom, vim pedir desculpas por excluir minha última poesia. O pessoal tava reclamando que os comentários não estavam aparecendo, e realmente!
Hoje estarei postando 2 poesias!!
A primeira que tinha postado na semana passada e uma que escrevi na semana passada.
Existir, eu escrevi quando a professora de filosofia pediu como atividade de classe
"Turma, quero que vocês definam 'existir'."
Pensei, e comecei a escrever, quando me dei conta a poesia já estava feita.
Liberdade, foi durante a aula de espanhol, me veio a palavra em mente e desenvolvi a poesia.
Espero que gostem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Desculpas...

Oieee!
Pois é, prometi postar aos sábados. Mas meu lindo computador resolveu me sacanear. Vocês nem imaginam o sufoco que estou passando sem ele. Não irei postar até eu conseguir resolver as coisas.
Espero que me entendam!
Postarei assim que possível!
Beijos, uma ótima semana!!
=D

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Elevador Maldito




Quarta-feira. Mais um dia comum. Comum? Teria sido comum se eu não tivesse pego aquele elevador.
06:25, meu celular tocava minha música favorita, despertando-me. Descontente levantei, rotineiramente disputei o banheiro com meu irmão. Realizado o café-da-manhã, meu pai levou-me até a faculdade e foi trabalhar.
Até aquele momento tudo transcorria tranquilamente.
Chamei o elevador, pacientemente esperei. Sozinha entrei e fiquei. Ao entrar ele chiou. Ele? Ele quem? Ora, o elevador, é claro!
Apertei o botão para o 4° andar, mas de súbito desceu.
O andar estava vazio, apenas o som de que havia vida no prédio ecoava pelo corredor.
A porta se fechou. A flecha sinalizando que ia subir acendeu, mas a caixa metálica não se moveu. As luzes apagaram. Tudo ficou totalmente escuro. Minhas mãos trêmulas suavam. Sem mais nem menos comecei a ouvir um ruído que ficava cada vez mais forte. Um som agourento crescia. O barulho de unhas arranhando o metal era praticamente palpável. Respirar tornava-se impossível.
As luzes se acenderem, cegando-me. O elevador estava subindo. Fechei os olhos respirando profundamente. Abri-os arrependendo-me.
Uma criatura pálida e curvada estava parada de costas, frente à mim. Garras cobertas de sangue projetavam-se nas pontas dos dedos.
Levei a mão à boca, abafando um grito.
A criatura esquelética remexeu-se, virando de frente para mim. Uma faixa suja de sangue formava um “x”, tampando os olhos. A boca costurada sangrava.
Atônita, pisquei. Um erro. As garras que antes descansavam à minha frente atravessaram minhas entranhas.
Uma dor latente tomou conta de mim. Fechei os olhos com força e ao abri-los tudo voltara ao normal.
A porta abriu, e vacilante dei um passo. Nada. Saí livre para o corredor cheio e barulhento.
Virei-me encarando a criatura que reaparecera. Ela permanecia parada. Devagar levantou o braço ossudo, apontando o dedo indicador, com a lâmina sangrenta na minha direção.
A porta fechou-se.
- Larissa? – Minha amiga despertou-me do transe. – Vamos? A aula já começou. -
Sorri e caminhei para a sala. Mas a ideia de que não havia acabado pairava em minha mente.

Larissa Winchenko

Sexta-Feira 13...

Oiee ^^
Em homenagem à este dia "assombrado", vim colocar um pequenho comentário e postarei um conto de minha autoria.
Gostaria também de avisar que pretendo postar aos sábados. Mas hoje é um dia especial!
Então, desejo-lhes uma ótima sexta-feira 13!
Beijos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Loucura




Ah loucura...
Loucura esta que me deixa louca
A mesma que me cega e condena
Quando não estais perto de mim

Perto de ti...
Sou lúcida, um tanto louca, mas lúcida...
Loucura louca que me enlouquece...
Esqueço...

Até quando terei de te esperar?
Quanto esperarei pra sentir a ti?
Respirar teu ar, teu cheiro
Sentir tua alma, o bater de nossos corações...

Buscar-te-ei em meus sonhos...
Em minhas loucuras...
Procurarei a lucidez...
Na tua mais profunda loucura...

Juro... Que por esta loucura que me possui
Que me atormenta
Amar-te-ei loucamente...
Eternamente...


Larissa Winchenko


sábado, 9 de abril de 2011

Bem-Vindos!

Eu acho que o "Bem-Vindos" deveria ser para mim, mas como pretendo ter leitores, tenho que desejar-lhe boas vindas!
Sou uma escritora louca, vou postar poesias, escritos, crônicas, espero que gostem.
Não tenho muito o que dizer no primeiro post, mas não se enganem, quando estou inspirada... hihihi.
Espero que me entendam, não tenho muito tempo durante a semana, então as postagens serão feitas assim que me for possível! Peço a compreensão de todos!
Bom, é isso. Espero nos esbarremos durante muitos drinks.
Beijos.