“Dorminhoca!” “Tá pescando?” “E aí, a soneca foi boa?”
Passei o colegial ouvindo brincadeiras assim, são simplesmente chatas. Eu nunca dormi muito em sala de aula...
O.K. Vocês me pegaram! Eu admito! Sou dorminhoca. Adoro dormir, cochilar. Mas isso não é motivo para chacota.
Poxa! Não é fácil acordar cedo, levantar da cama quentinha e aconchegante, deixar seu "eu" preguiçoso de lado, lavar o rosto com água gelada, tirar o pijama confortável... ZzzZzZzZz... Ôpa! Desculpem, eu já estava cochilando.
Sair de casa cedo para ir à escola, é um tormento! Arrastar a mochila pesada, desejando não ter que carregar tantos livros.
Há pessoas que pegam ônibus, estas correm o risco de dormirem. Embaladas pelo balançar constante do automóvel, dessa forma perdem o ponto de ônibus que deveriam descer.
Eu ia para a escola à pé, arrastando-me até o meu martírio. Tomava litros de energéticos, para manter-me esperta durante as aulas.
O sono, ele é sorrateiro, aos poucos toma conta de seu corpo, suas pálpebras vão ficando pesadas, o corpo mole, a mente lenta. Dormir é simplesmente convidativo.
Aquela aula de história, justamente na segunda-feira, no primeiro horário... Convida-nos a debruçar sobre o livro e adormecer profundamente. Levando-nos para um mundo só nosso... Mergulhado em fantasias... Nadando em um mar de aventuras... Mas que droga! Quando pegamos no sono e começamos a sonhar, alguém nos acorda das formas mais inusitadas.
Sim, a vida para os que são perseguidos pelo sono, é cruel e ao mesmo tempo tentadora.
Por fim, convido vocês, queridos leitores, à entrar neste mundo, à pegarem no sono e sonhar.
Bons Sonhos!
Larissa Winchenko

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