sábado, 17 de setembro de 2011

Há de haver uma solução




Quando estou perto de ti
Calo-me
Para que não solte
Minhas mais sinceras juras de amor

Longe de ti
Sofro por excesso de palavras
Sofro por excesso de timidez
Sofro por excesso de medo

Longe de ti
Reclamo aos ventos
Rogando aos deuses profanos
Uma solução para meu excesso de amor

Ao teu lado
Transformo-me numa estátua
O coração grita, a mente confusa fica
Mas de minha boca, nada sai.

Não há nada mais cruel
Do que a espera do amor.
Mesmo que meus olhos pousem em tua presença,
O coração chora pela falta do que gostaria ter.

Ao teu lado
Adoraria dizer-te ao ouvido
Minhas pequenas orações
Recheadas do mais puro amor

Não consigo dizer-te
Mas posso escrever-te
Porém... Peço a ti
De todo o coração

Que se for de teu interesse
Responda-me da maneira que lhe convier
Mas se não...
Esqueça-me e não venhas mais atormentar meu pobre coração.


Larissa Winchenko


domingo, 11 de setembro de 2011

Dormir, cochilar, sonhar... Ah esse sono que me atormenta!






“Dorminhoca!”                          “Tá pescando?”                   “E aí, a soneca foi boa?”
Passei o colegial ouvindo brincadeiras assim, são simplesmente chatas. Eu nunca dormi muito em sala de aula...
O.K. Vocês me pegaram! Eu admito! Sou dorminhoca. Adoro dormir, cochilar. Mas isso não é motivo para chacota.
Poxa! Não é fácil acordar cedo, levantar da cama quentinha e aconchegante, deixar seu "eu" preguiçoso de lado, lavar o rosto com água gelada, tirar o pijama confortável... ZzzZzZzZz... Ôpa! Desculpem, eu já estava cochilando.
Sair de casa cedo para ir à escola, é um tormento! Arrastar a mochila pesada, desejando não ter que carregar tantos livros.
Há pessoas que pegam ônibus, estas correm o risco de dormirem. Embaladas pelo balançar constante do automóvel, dessa forma perdem o ponto de ônibus que deveriam descer.
Eu ia para a escola à pé, arrastando-me até o meu martírio. Tomava litros de energéticos, para manter-me esperta durante as aulas.
O sono, ele é sorrateiro, aos poucos toma conta de seu corpo, suas pálpebras vão ficando pesadas, o corpo mole, a mente lenta. Dormir é simplesmente convidativo.
Aquela aula de história, justamente na segunda-feira, no primeiro horário... Convida-nos a debruçar sobre o livro e adormecer profundamente. Levando-nos para um mundo só nosso... Mergulhado em fantasias... Nadando em um mar de aventuras... Mas que droga! Quando pegamos no sono e começamos a sonhar, alguém nos acorda das formas mais inusitadas.
Sim, a vida para os que são perseguidos pelo sono, é cruel e ao mesmo tempo tentadora.
Por fim, convido vocês, queridos leitores, à entrar neste mundo, à pegarem no sono e sonhar.

Bons Sonhos!


Larissa Winchenko


domingo, 4 de setembro de 2011

Jardim das Dúvidas





Sonho doce...
Ou doce sonho?

Brisa macia...
Ou macia brisa?

Coração apaixonado...
Ou apaixonado coração?

A busca incessante pelo verdadeiro amor...
A incansável procura da cura da dor...

A triste marca da última lágrima...
Manchada no vestido cetim de tua alma...

O teu perfume lavanda, impregnado em mim...
Impregnado em meu jardim!
Oh, Jasmim!

Oh, rosa pálida!
Presa em minha crisálida!
Devolva-me os róseos lábios de minha amada!

Tragam-me de volta
A minha mais pura cura

Retorne a mim, minha tulipa amada!
Afaga-me dessa vida amargurada!

E deixe que retorne o meu sonho doce...
Ou meu doce sonho?

Deixe-me experimentar a brisa macia...
Ou a macia brisa?

Mas quero de volta a cor desse coração apaixonado...
Ou será... Apaixonado coração?


Larissa Winchenko